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25 de maio de 2020

DEUS É MAU?

Se Deus é bom, por que existe o mal???


Você já deve ter se deparado com essa questão. Sendo Deus um ser inteiramente bom e poderoso, como é possível que exista o mal? Por que existe tanto sofrimento no mundo?

Tanto na Teologia quanto na Filosofia chamamos essa questão de o “Problema do Mal”.  
A Bíblia é categórica em afirmar que Deus é um ser inteiramente Bom: "Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor." - 1 João 4:8 "O Senhor é justo em todos os seus caminhos e bondoso em tudo o que faz." - Salmos 145:17 "Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma." - 1 João 1:5
Também temos afirmações de que Deus é o Todo Poderoso: "Com mão poderosa e braço forte. O seu amor dura para sempre." - Salmos 136:12 "Sua sabedoria é profunda, seu poder é imenso. Quem tentou resistir-lhe e saiu ileso?" - Jó 9:4 "Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder." - Efésios 6:10  
A “tentativa cristã de lidar com esse tripé “Deus todo-poderoso”, Deus todo-amoroso” e a “existência do mal”, mostrando que a despeito do mal, Deus continua justo, bom e poderoso foi historicamente denominada teodiceia, que significa a “Justificação de Deus” (do grego theós, Deus e dikê, justiça). 
Epicuro de Samos (341 a.C.— 271 a.C) levantou a seguinte questão: Deus deseja prevenir o mal, mas não é capaz? Então não é onipotente. É capaz, mas não deseja? Então é malevolente. É capaz e deseja? Então por que o mal existe? Não é capaz e nem deseja? Então por que lhe chamamos Deus?
Em outras palavras, Epicuro estava dizendo que se o mal existe é porque Deus não é bom ou não é onipotente (todo poderoso). Porque se fosse onipotente destruiria o mal, mas se Deus não aniquila o mal é porque Ele não é bom. 
Historicamente, na tentativa de se construir essa explicação que procura manter a justiça de Deus diante do mal, vários tipos básicos de teodiceia foram elaborados. Não temos espaço aqui para abordar cada um delas, mas vou expor três delas de forma resumida. 
A teoria do Livre Arbítrio: essa é a posição clássica das religiões monoteístas, ela afirma que Deus permite o mal e o utiliza para fins bons, ou seja, Deus permite o mal para produzir um bem maior. 
A teoria Pedagógica: aqui o enfoque é deslocado da origem do mal e é colocado nos possíveis bons resultados da experiência do sofrimento. A ideia é que o sofrimento é indispensável para o processo do amadurecimento humano. 
A teoria da negação do mal: essa perspectiva é encontrada em conceitos monistas e panteístas. A tensão entre Deus e o mal é resolvida pela negação do mal. A cosmovisão de Spinoza (1632-1677) por exemplo, afirma que o mundo parece cheio de mal apenas porque é visto de uma perspectiva humana estreita e errônea. Da perspectiva divina o mundo forma um todo necessário e perfeito. 
Essas são apenas algumas das principais tentativas de resolver esse dilema. Quem chegou mais perto de solucionar essa questão foi Agostinho de Hipona (354-430), um dos mais importantes teólogos e filósofos dos primeiros anos do cristianismo. 
De acordo com Agostinho, Deus criou um mundo bom e que não se encontrava contaminado pelo mal. Portanto, de onde veio o mal? O mal seria a “ausência de Deus”, ou seja, aonde não há Deus, habita o mal, assim como em um quarto escuro que não há luz habita as trevas. 
De acordo com a tradição Cristã, o primeiro ser a se “esvaziar” de Deus e permitir que o mal tomasse sua existência foi Satanás. Agostinho, portanto, apontou a tentação de Satanás como origem do mal, por meio da qual Satanás seduziu Adão e Eva a desobedecer ao Criador. Quanto a esse aspecto, Agostinho estabelece que o mal seja uma consequência direta do mau uso da liberdade humana. Deus havia criado a humanidade com liberdade para escolher entre o bem e o mal. Lamentavelmente, a humanidade optou pelo mal, como resultado disso, o mundo encontra-se corrompido pelo mal. 
Mas ainda permanece a questão, por que Deus não destrói o mal?
Gosto da resposta que C.S. Lewis, importante pensador cristão do séc. XX deu a um repórter. O repórter perguntou a Lewis: por que Deus não destrói o mal? Sabiamente C.S. Lewis respondeu: e Ele iria começar por quem?
Na resposta de Lewis está implícita a ideia de que se Deus decidir aniquilar o mal, Ele teria que exterminar toda a raça humana, pois, todos têm a maldade alojada em seus corações. Como diz a Bíblia "Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer" (Romanos 3:10-12). 
Ao invés de destruir o mal e aniquilar aquele que pratica a maldade, Deus decidiu salvar os pecadores. Sendo assim, essa permanece sendo uma questão complexa, mas podemos afirmar que Deus permite o mal e o utiliza para fins bons, e Deus permite o mal para produzir um bem maior, ou seja, a salvação de muitos. Por isso, vivemos pela fé e sempre na esperança.

5 de agosto de 2017

O AMOR SEMPRE VENCE - 1 CORÍNTIOS 13


Essa animação, repleta de cores, sons e ruídos, inspirada em um game de "nível hard, heavy, extreme...😖", pode parecer aleatória, mas traz uma profunda reflexão sobre o Evangelho de Cristo: O conceito sobre o amor verdadeiro e como o sacrifício por aqueles que amamos é importante.

É exatamente isso que o SENHOR Deus revela nas Escrituras. Deus é Amor! O amor é a força mais poderosa do mundo. É o elo que liga pessoas umas com as outras e com Deus. O verdadeiro amor não depende de quem recebe amor. A pessoa que ama decide amar porque quer amar. O amor é uma decisão poderosa.
Não existe um amor igual ao amor de Deus, porque só esse amor, através de Jesus, pode transformar as nossas vidas e nos completar. Seu amor serve de exemplo. Nós devemos amar os outros de forma incondicional, como Deus nos ama. Esse é um dos nossos chamados, nosso propósito em relação ao próximo.
"O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."
1 Coríntios 13:4-7

10 de setembro de 2013

JESUS CRISTO É MEU SALVADOR, NÃO A MINHA RELIGIÃO

Tenho observado a algum tempo alguns cristãos e líderes evangélicos nas igrejas, na televisão, na internet e redes sociais, e cheguei a uma triste conclusão: A Igreja Atual tem desprezado a Jesus Cristo e ao seu chamado (Grande Comissão - Mateus 28:18-20), e trocado por um "guisado de lentilhas"!

E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura. Gênesis 25:34

É impressionante, mas os cristãos de hoje estão tão envolvidos e engajados em polêmicas, discussões e assuntos secundários, que se esquecem da razão de viver, da essência que é Jesus; Assim como Esaú, preferem a satisfação temporária em troca do que é Eterno. Esqueceram da sua principal missão, do seu chamado; Esqueceram da Mensagem da Cruz! Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus. Atos 20.24

Nos cultos, nos programas de TV, na Internet , no meio "gospel" em geral ouvimos muito pouco sobre a Pessoa de Jesus Cristo. As prioridades do "povo de Deus" são outras: crescimento pessoal, sucesso profissional, relacionamento amoroso, congressos e retiros espirituais, cura da alma, prosperidade financeira, questões doutrinárias, todo tipo de "modinha" gospel, shows e entretenimento, festas e costumes judaizantes, construção templos luxuosos, e por aí vai, além é claro, das centenas de campanhas que tem como único objetivo a satisfação pessoal e sonhos de consumo. 

Perdemos a essência. Perdemos o primeiro amor. Não temos vivido o amor de Cristo em toda a sua plenitude. Falamos de Jesus quando nos convém, quando atacam as nossas convicções e opiniões, pra julgar o próximo. Como a maioria dos cristãos não se interessam pela leitura e estudo das Escrituras, acabam sendo manipulados por líderes religiosos e soltam por aí um monte de baboseiras e fanatismos. Saem em defesa da Fé Cristã, mas não defendem Cristo. De certa forma O negam com suas atitudes. Defendem a família, os princípios, a fé, o seu ministério, mas, quem é maior? Não seria Deus que criou todas essas coisas?  Por tudo isso a igreja tem sido ridicularizada. Somos taxados como religiosos, e é o que realmente nos tornamos. Assim como os fariseus, há 2.000 anos atrás, temos afastado as pessoas de Jesus Cristo.  Como alcançaremos essa geração para Cristo com essa mentalidade e imaturidade? 
 
Precisamos ser libertos de toda religiosidade (Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. João 8:36); Renunciar e "morrer" diariamente; E seguir verdadeiramente a Cristo. 

Jesus Cristo é  real, vive e quer reinar em nossas vidas. Ele quer fazer de você, morada do Altíssimo! Nós somos a Igreja do Senhor. Jesus Cristo deve ser Prioridade em nossas vidas (Romanos 11:3). Essa é a decisão mais sensata e sábia a se tomar. Não devemos abrir mão da nossa "Primogenitura" e nem desprezar o grande comissionamento de Jesus Cristo.

Desperte, revolucione a sua vizinhança, seus amigos, os perdidos com uma visão do Amor de Deus!!! Esse é o nosso Chamado! Essa é a nossa Missão!

#DespertaIgreja

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